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	<title>My Psiquiatria</title>
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	<description>Acompanhe as principais novidades, estudos e avanços em Psiquiatria. Informação científica, ética e atualizada para profissionais e interessados na área.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 22 Jul 2026 10:05:08 +0000</lastBuildDate>
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	<title>My Psiquiatria</title>
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		<title>Alzheimer: consenso nacional em debate no Dia Mundial do Cérebro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 10:04:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do Dia Mundial do Cérebro, a Alzheimer Portugal promove, a 22 de julho, na Assembleia da República, a conferência &#8220;Doença de Alzheimer: Momento de Agir&#8221;, reunindo especialistas e decisores políticos para discutir as prioridades nacionais na abordagem à doença. A iniciativa pretende impulsionar um consenso em torno da criação de uma Estratégia Nacional [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do Dia Mundial do Cérebro, a Alzheimer Portugal promove, a 22 de julho, na Assembleia da República, a conferência &#8220;Doença de Alzheimer: Momento de Agir&#8221;, reunindo especialistas e decisores políticos para discutir as prioridades nacionais na abordagem à doença. A iniciativa pretende impulsionar um consenso em torno da criação de uma Estratégia Nacional para as Demências, numa altura em que os primeiros tratamentos modificadores da doença já estão aprovados na Europa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa integra um painel clínico com os neurologistas Sofia Nunes de Oliveira, Rui Araújo e Isabel Santana, bem como Jorge Félix, dedicado ao diagnóstico, à inovação terapêutica e ao valor em saúde. Segue-se um debate sobre a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde, com o coordenador do Plano Nacional de Saúde para as Demências, Manuel Caldas de Almeida, e o neurologista Miguel Viana Baptista. A conferência termina com um debate entre representantes dos Grupos Parlamentares, centrado na necessidade de garantir diagnóstico atempado e acesso à inovação para as mais de 238 mil pessoas com demência em Portugal.</p>
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		<title>Cérebro e coluna: envelhecem juntos, protegem-se juntos</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/opiniao/cerebro-e-coluna-envelhecem-juntos-protegem-se-juntos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 09:44:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No envelhecimento saudável, cérebro e coluna vertebral constituem um eixo funcional indissociável. A evidência mostra que a dor crónica e a perda de mobilidade comprometem não só a função física, mas também a cognição, o humor e a autonomia. Cuidar da saúde neurológica exige, por isso, uma abordagem integrada de todo o sistema nervoso. Leia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No envelhecimento saudável, cérebro e coluna vertebral constituem um eixo funcional indissociável. A evidência mostra que a dor crónica e a perda de mobilidade comprometem não só a função física, mas também a cognição, o humor e a autonomia. Cuidar da saúde neurológica exige, por isso, uma abordagem integrada de todo o sistema nervoso. Leia o artigo de opinião de <strong>Carla Reizinho</strong>, neurocirurgiã na Unidade Local de Saúde Lisboa Ocidental e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV), por ocasião do Dia Mundial do Cérebro, 22 de julho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando pensamos em envelhecer bem, é frequente preocuparmo-nos com a memória, a concentração ou o risco de demência. Falamos do cérebro. Muito menos vezes falamos da coluna vertebral. No entanto, estas duas estruturas estão intimamente ligadas e desempenham um papel fundamental na nossa autonomia, mobilidade e qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cérebro é o centro de comando do organismo. Através da medula espinhal, envia ordens aos músculos e recebe informação proveniente de todo o corpo. A coluna vertebral protege esta importante via de comunicação, permitindo que possamos andar, trabalhar, manter o equilíbrio, realizar as tarefas do dia a dia e interagir com o mundo que nos rodeia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ligação entre cérebro e coluna vai, porém, muito além da anatomia. Hoje sabemos que a dor crónica associada às doenças da coluna não afeta apenas “as costas ou o pescoço”. A dor persistente pode interferir com a atenção, a memória, a capacidade de concentração e a tomada de decisões. Está também associada a maiores níveis de ansiedade, depressão, perturbações do sono e isolamento social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, quando a dor ou a incapacidade limitam a mobilidade, as consequências fazem-se sentir em todo o organismo. Movemo-nos menos, participamos menos em atividades sociais, reduzimos a prática de exercício físico e perdemos oportunidades de estimulação cognitiva. Em muitos casos, instala-se um ciclo de perda progressiva de autonomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal como o cérebro, a coluna também envelhece. O desgaste natural das estruturas vertebrais favorece o aparecimento de doenças degenerativas, que quando num nível suficiente de gravidade, constituem uma das principais causas de dor e incapacidade na população adulta. Com o aumento da esperança de vida, estima-se que cada vez mais pessoas vivam com problemas relacionados com a coluna, tornando essencial encarar a saúde do sistema nervoso de forma integrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas existe uma boa notícia: cérebro e coluna partilham muitos dos mesmos fatores de proteção. Entre eles, destaca-se a atividade física regular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O movimento ajuda a preservar a força muscular, a mobilidade, o equilíbrio e a saúde da coluna vertebral. Ao mesmo tempo, melhora a circulação sanguínea cerebral, estimula a formação de novas ligações neuronais e contribui para manter a memória, a capacidade de aprendizagem e o bem-estar emocional. Atualmente, o exercício físico é reconhecido como uma das estratégias mais eficazes para promover um envelhecimento saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também uma alimentação equilibrada, um sono adequado, a manutenção de um peso saudável e a estimulação cognitiva contribuem para preservar a saúde do sistema nervoso ao longo da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste Dia Mundial do Cérebro, celebrado a 22 de julho, vale a pena recordar que a saúde neurológica não depende apenas do cérebro. Depende igualmente da integridade da medula espinhal, da proteção oferecida pela coluna vertebral e dos hábitos que adotamos diariamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Envelhecer com qualidade não significa apenas viver mais anos. Significa manter a capacidade de pensar, mover-se, participar e ser independente. E para isso, cérebro e coluna devem ser cuidados em conjunto.</p>
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		<item>
		<title>Projeto-piloto dos CRI de Saúde Mental abre caminho à expansão</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/projeto-piloto-dos-cri-de-saude-mental-abre-caminho-a-expansao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 09:24:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A diretora do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental e Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) da ULS Oeste, Patrícia Frade, considera positiva a experiência do modelo CRI, apesar das limitações iniciais impostas por um enquadramento legislativo mais orientado para especialidades cirúrgicas. Garante que o Serviço conseguiu desenvolver atividade adicional e adaptar-se ao modelo. Veja a [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/projeto-piloto-dos-cri-de-saude-mental-abre-caminho-a-expansao/">Projeto-piloto dos CRI de Saúde Mental abre caminho à expansão</a> aparece primeiro em <a href="https://mypsiquiatria.pt">My Psiquiatria</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A diretora do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental e Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) da ULS Oeste, <strong>Patrícia Frade</strong>, considera positiva a experiência do modelo CRI, apesar das limitações iniciais impostas por um enquadramento legislativo mais orientado para especialidades cirúrgicas. Garante que o Serviço conseguiu desenvolver atividade adicional e adaptar-se ao modelo. Veja a entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="PATRÍCIA FRADE_1" src="https://player.vimeo.com/video/1204570349?h=f3423f4be9&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No seu entender, a publicação do Decreto-Lei de fevereiro de 2024, que formalizou a criação de 15 CRI de Saúde Mental em regime de projeto-piloto, representou um avanço importante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A médica espera que a iniciativa seja alargada a outros serviços de Psiquiatria do país, mantendo indicadores específicos para a área da saúde mental. Na sua perspetiva, objetivos e métricas ajustados à realidade da especialidade permitem uma avaliação mais adequada do desempenho e potenciam os incentivos associados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Patrícia Frade sublinha ainda que estes mecanismos podem contribuir para aumentar a motivação dos profissionais e ajudar a fixá-los no Serviço Nacional de Saúde, numa altura em que a saída de recursos humanos continua a ser um desafio.</p>
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		<item>
		<title>Nova plataforma mapeia o impacto global da doença de Alzheimer</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/atualidade/nova-plataforma-mapeia-o-impacto-global-da-doenca-de-alzheimer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 09:23:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A&#160;Alzheimer’s Disease International&#160;(ADI) lançou uma nova plataforma interativa, o&#160;Alzheimer’s Disease Atlas, que centraliza dados globais sobre o impacto da doença. O objetivo é acelerar a adoção de medidas de apoio, num contexto crítico em que se prevê que os casos de demência ultrapassem os 55 milhões até 2030. Este portal oferece uma visão completa do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;<em>Alzheimer’s Disease International&nbsp;</em>(ADI) lançou uma nova plataforma interativa, o&nbsp;<em>Alzheimer’s Disease Atlas</em>, que centraliza dados globais sobre o impacto da doença. O objetivo é acelerar a adoção de medidas de apoio, num contexto crítico em que se prevê que os casos de demência ultrapassem os 55 milhões até 2030.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este portal oferece uma visão completa do panorama global da doença de Alzheimer, cruzando informações que abrangem desde Sistemas de Saúde até às políticas sociais e públicas de cada nação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de permitir a consulta centralizada do número de casos por país, o Atlas facilita a análise detalhada de cada território, permitindo a comparação direta entre nações e a extração de relatórios pormenorizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através desta iniciativa, a ADI pretende evidenciar, com dados concretos, a urgência de agir. A organização alerta para a necessidade crítica de garantir suporte adequado às pessoas que vivem com demência, aos seus familiares e cuidadores, face ao forte agravamento da prevalência da doença previsto para o final desta década.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<em>Alzheimer’s Disease Atlas</em>, uma parceria com a&nbsp;<em>Eli Lilly and Company,</em>&nbsp;foi lançado em abril, na 37.ª&nbsp;<em>Global Conference of Alzheimer’s Disease International</em>, em Lyon. Destina-se a profissionais de saúde, decisores políticos e ao público, com o objetivo de orientar a resposta global a este desafio de saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Explore o Atlas&nbsp;<a href="https://ad-atlas.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Paramiloidose afeta autonomia e saúde mental de forma significativa</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/atualidade/paramiloidose-afeta-autonomia-e-saude-mental-de-forma-significativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 09:53:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais de metade das pessoas com paramiloidose, conhecida como “doença dos pezinhos”, considera sentir-se ansiosa ou deprimida, segundo um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa. A investigação revela ainda que 58,8% dos doentes reportam dificuldades na realização das atividades habituais, evidenciando o impacto da doença na qualidade de vida [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Mais de metade das pessoas com paramiloidose, conhecida como “doença dos pezinhos”, considera sentir-se ansiosa ou deprimida, segundo um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa. A investigação revela ainda que 58,8% dos doentes reportam dificuldades na realização das atividades habituais, evidenciando o impacto da doença na qualidade de vida e na autonomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo LANTERN mostra que 54,8% dos participantes referem ansiedade ou depressão. Além disso, 58,8% indicam limitações no trabalho, estudo, tarefas domésticas e participação em atividades familiares e de lazer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados identificam também fragilidades ao nível do apoio prestado. De acordo com os dados recolhidos, 89,3% dos doentes não recebem qualquer apoio domiciliário do sistema de saúde, incluindo cuidados de enfermagem, fisioterapia ou apoio social. Apenas 1,8% afirmam beneficiar sempre deste tipo de acompanhamento. Por outro lado, 67,6% referem não contar com apoio regular de cuidadores informais, como familiares, amigos ou vizinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores defendem o reforço das redes de apoio formal e informal e a integração de cuidados multidisciplinares. O estudo conclui ainda que níveis mais elevados de escolaridade e rendimento estão associados a melhores indicadores de qualidade de vida e saúde percecionada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portugal apresenta a maior prevalência mundial de paramiloidose, estimando-se que existam mais de duas mil pessoas com teste genético positivo para esta doença hereditária, progressiva e incapacitante.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Médicos portugueses defendem maior vigilância de saúde em doentes com perturbação mental grave</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/atualidade/medicos-portugueses-defendem-maior-vigilancia-de-saude-em-doentes-com-perturbacao-mental-grave-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 09:39:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Especialistas da Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental alertaram para a necessidade urgente de melhorar o acompanhamento de pessoas com perturbação mental grave (PMG). O estudo destaca que este grupo populacional apresenta uma esperança média de vida inferior à da população em geral. De acordo com os autores, embora os doentes com PMG registem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Especialistas da Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental alertaram para a necessidade urgente de melhorar o acompanhamento de pessoas com perturbação mental grave (PMG). O estudo destaca que este grupo populacional apresenta uma esperança média de vida inferior à da população em geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os autores, embora os doentes com PMG registem uma menor taxa de diagnóstico de cancro, a mortalidade por neoplasias é significativamente superior, o que pode ser explicado, possivelmente, pelo menor acesso a programas de rastreio oncológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do risco oncológico, o artigo aponta outros fatores críticos, como a saúde cardiovascular, dado que existe uma elevada prevalência de fatores de risco modificáveis e uma reduzida adesão a medidas preventivas. Verifica-se ainda um aumento da mortalidade por infeções respiratórias neste grupo de doentes, agravado por barreiras no acesso a cuidados e baixa adesão vacinal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para combater estas disparidades, o estudo refere uma intervenção realizada no inverno de 2024-2025 pela ULS de Lisboa Ocidental. Em coordenação com a Saúde Pública, o Serviço de Psiquiatria interveio junto de cerca de 600 pessoas com PMG para combater a hesitação vacinal. As vacinas contra a gripe e a COVID-19 foram administradas por equipas comunitárias de saúde mental, facilitando o acesso através do contacto próximo com as equipas de enfermagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores defendem que o sucesso do acompanhamento destes doentes depende de uma “articulação estruturada” entre a psiquiatria e a Medicina Geral e Familiar. Entre as medidas propostas encontram-se a monitorização regular da pressão arterial, glicemia e perfil lipídico, bem como reuniões de planeamento conjunto, partilha de registos clínicos e formação cruzada entre especialidades. Acrescenta-se ainda a presença periódica de psiquiatras nas Unidades de Saúde Familiar para consultas e discussão de casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração de cuidados nas Unidades Locais de Saúde é vista como uma oportunidade estratégica para implementar estes modelos colaborativos, assegurando que a prevenção e vigilância são ajustadas às necessidades específicas desta população vulnerável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://www.actamedicaportuguesa.com/revista/index.php/amp/article/view/23769">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mypsiquiatria.pt/atualidade/medicos-portugueses-defendem-maior-vigilancia-de-saude-em-doentes-com-perturbacao-mental-grave-2/">Médicos portugueses defendem maior vigilância de saúde em doentes com perturbação mental grave</a> aparece primeiro em <a href="https://mypsiquiatria.pt">My Psiquiatria</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Intervenção precoce na psicose celebra uma década de crescimento</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/intervencao-precoce-na-psicose-celebra-uma-decada-de-crescimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 09:22:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“São 10 anos de partilha, formação e colaboração entre profissionais que trabalham na intervenção precoce na psicose”, salienta Miguel Bajouco, presidente da Secção de Intervenção Precoce na Psicose da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), no âmbito do 11.º Encontro Nacional de Intervenção Precoce na Psicose. Para o médico, a edição deste ano [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/intervencao-precoce-na-psicose-celebra-uma-decada-de-crescimento/">Intervenção precoce na psicose celebra uma década de crescimento</a> aparece primeiro em <a href="https://mypsiquiatria.pt">My Psiquiatria</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">“São 10 anos de partilha, formação e colaboração entre profissionais que trabalham na intervenção precoce na psicose”, salienta <strong>Miguel Bajouco</strong>, presidente da Secção de Intervenção Precoce na Psicose da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), no âmbito do 11.º Encontro Nacional de Intervenção Precoce na Psicose. Para o médico, a edição deste ano assumiu um significado particular por assinalar os 10 anos da estrutura dedicada a esta área. Veja a entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="MIGUEL BAJOUCO" src="https://player.vimeo.com/video/1204563780?h=e502441112&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O programa científico integrou temas diversificados, desde a psicopatologia e a patologia dual à adesão terapêutica e ao impacto das novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial. Segundo Miguel Bajouco, o propósito foi refletir os interesses e desafios atuais da área, proporcionando um espaço de atualização científica e de reforço das redes de colaboração entre profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A intervenção precoce na psicose procura atuar nas fases iniciais dos processos psicóticos, permitindo alterar a evolução de situações potencialmente mais incapacitantes. Na perspetiva do presidente desta Secção da SPPSM, o interesse crescente dos profissionais confirma a importância desta abordagem. Como exemplo, destacou a participação de cerca de 260 inscritos e a submissão de aproximadamente 160 trabalhos científicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Miguel Bajouco acredita que o encontro continuará a crescer nos próximos anos, mantendo a estratégia de descentralização. A próxima edição deverá realizar-se novamente fora dos grandes centros urbanos, promovendo a proximidade com equipas que desenvolvem trabalho nesta área em regiões com menos recursos, mas cujo contributo considera fundamental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O 11.º Encontro Nacional de Intervenção Precoce na Psicose decorreu nos dias 21 e 22 de maio, nas Caldas da Rainha.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/intervencao-precoce-na-psicose-celebra-uma-decada-de-crescimento/">Intervenção precoce na psicose celebra uma década de crescimento</a> aparece primeiro em <a href="https://mypsiquiatria.pt">My Psiquiatria</a>.</p>
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		<item>
		<title>Save the Date: 13.ªs Jornadas sobre Comportamentos Suicidários</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/eventos/save-the-date-13-as-jornadas-sobre-comportamentos-suicidarios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:35:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Associação Programideias vai levar a efeito as suas 13.ªs Jornadas sobre Comportamentos Suicidários de 1 a 3 de outubro de 2026, no Grande Hotel do Luso. Este ano o programa divide-se por três dias, distribuídos entre palestras, workshops e comunicações livres. Entre os temas em discussão constam: depressão e comportamentos suicidários, comportamentos autolesivos na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Associação Programideias vai levar a efeito as suas 13.ªs Jornadas sobre Comportamentos Suicidários de 1 a 3 de outubro de 2026, no Grande Hotel do Luso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este ano o programa divide-se por três dias, distribuídos entre palestras, workshops e comunicações livres. Entre os temas em discussão constam: depressão e comportamentos suicidários, comportamentos autolesivos na adolescência, ideação de morte na doença oncológica e autópsia psiquiátrica do homicídio-suicídio: da dinâmica dual à psicopatologia da desintegração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento conta com o apoio institucional do CRI &#8211; Serviço de Psiquiatria da ULS Coimbra e o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Suicidologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais <a href="http://www.jcsuicidarios2026.com/">aqui</a>.</p>
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		<title>Antipsicóticos de longa duração: O pilar da adesão na comorbilidade com substâncias</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/antipsicoticos-de-longa-duracao-o-pilar-da-adesao-na-comorbilidade-com-substancias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 14:16:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A articulação entre os cuidados de saúde mental e o tratamento de dependências continua a ser um dos desafios mais complexos no acompanhamento comunitário em saúde mental. Em entrevista à News Farma, Hugo Almeida, psiquiatra do Hospital de Magalhães Lemos (ULS Santo António), sublinha o impacto da comorbilidade entre psicose e consumo de substâncias, um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A articulação entre os cuidados de saúde mental e o tratamento de dependências continua a ser um dos desafios mais complexos no acompanhamento comunitário em saúde mental. Em entrevista à News Farma, <strong>Hugo Almeida</strong>, psiquiatra do Hospital de Magalhães Lemos (ULS Santo António), sublinha o impacto da comorbilidade entre psicose e consumo de substâncias, um fenómeno que afeta até 50% destes doentes ao longo da vida. Assista às declarações.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="HUGO ALMEIDA" src="https://player.vimeo.com/video/1171802953?dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">O médico aponta uma falha estrutural na organização dos cuidados em Portugal: a separação administrativa e clínica entre a Psiquiatria e as unidades de tratamento de dependências. Esta dicotomia cria, na sua opinião, um hiato assistencial onde os doentes mais complexos perdem o rasto clínico. No contexto do acompanhamento em ambulatório e equipas comunitárias, a estabilização destes casos exige uma estratégia farmacológica robusta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hugo Almeida destaca o papel determinante dos antipsicóticos de longa duração como ferramenta essencial para garantir a adesão terapêutica e travar a degradação da funcionalidade e o aumento da mortalidade precoce associada a estas patologias de base.</p>
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		<title>Pode a falta de vitaminas C e A estar associada a sintomas de hiperatividade e défice de atenção?</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/atualidade/pode-a-falta-de-vitaminas-c-e-a-estar-associada-a-sintomas-de-hiperatividade-e-defice-de-atencao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 14:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) desenvolveu um estudo que associa a falta de vitamina C e A a sintomas de hiperatividade e défice de atenção. A equipa de investigadores, coordenada por Joana Ferreira Gomes, acompanhou 76 crianças, entre os 6 e os 10 anos, com diagnóstico de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) desenvolveu um estudo que associa a falta de vitamina C e A a sintomas de hiperatividade e défice de atenção. A equipa de investigadores, coordenada por Joana Ferreira Gomes, acompanhou 76 crianças, entre os 6 e os 10 anos, com diagnóstico de PHDA, previamente recrutadas no âmbito do projeto M2CHILD. Um dos objetivos do estudo foi identificar padrões alimentares e analisar a potencial relação entre determinados nutrientes e os sintomas associados à perturbação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Uma menor ingestão de nutrientes com propriedades antioxidantes e de gorduras saudáveis pode estar associada a sintomas comportamentais em crianças com perturbação da hiperatividade e défice de atenção (PHDA)”, conclui o estudo publicado na revista científica<em>&nbsp;European Child &amp; Adolescent Psychiatry</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ingestão destes nutrientes foi avaliada através de um registo alimentar de três dias, preenchido pelos pais, e analisada com um programa especializado que estima a composição dos alimentos, incluindo vitaminas e minerais, com base em tabelas alimentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados indicam que as crianças com PHDA tinham um consumo significativamente menor de gorduras saudáveis – monoinsaturadas e polinsaturadas – e de vitamina C. Em análises adicionais, a vitamina A e o selénio surgiram também associados a alguns sintomas, “embora estes resultados devam ser interpretados com prudência”, considera a coordenadora da investigação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“No nosso estudo, quantidades mais baixas de nutrientes específicos estiveram associadas a determinados sintomas. Verificámos, por exemplo, que um menor consumo de vitamina A se relacionava, de forma consistente, com maior desatenção, hiperatividade, impulsividade e problemas sociais”, explica Joana Ferreira Gomes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o estudo, níveis reduzidos de vitamina C estiveram associados a maior hiperatividade e impulsividade, enquanto níveis mais baixos de selénio relacionaram-se com mais queixas somáticas, dificuldades de pensamento, problemas sociais e comportamentos agressivos ou de oposição às regras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes nutrientes são habitualmente obtidos no contexto de uma alimentação saudável e variada, através de alimentos como frutas e vegetais, peixes gordos, ovos, oleaginosas e sementes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a professora e investigadora da FMUP, estes resultados estão em linha com estudos internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As nossas descobertas sugerem que as crianças com PHDA apresentam diferenças em alguns padrões nutricionais. Não é possível estabelecer uma relação de causa-efeito, mas essas diferenças podem ser uma consequência dos desafios comportamentais e de atenção característicos desta perturbação”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa perspetiva clínica, Joana Ferreira Gomes alerta que “estes resultados não significam, por si só, que alterações alimentares produzam efeitos imediatos ou expressivos nos sintomas a nível individual, mas podem ajudar a orientar futuras investigações e contribuir para o desenvolvimento de estratégias nutricionais dirigidas, integradas numa abordagem multidisciplinar mais ampla da PHDA na infância”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo, pioneiro em Portugal na análise da relação entre padrões nutricionais e sintomas associados à PHDA em crianças, contou com a participação de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde e da ULS São João.</p>
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