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	<title>Arquivo de Entrevistas - My Psiquiatria</title>
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	<description>Acompanhe as principais novidades, estudos e avanços em Psiquiatria. Informação científica, ética e atualizada para profissionais e interessados na área.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Jul 2026 09:28:15 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Entrevistas - My Psiquiatria</title>
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	<item>
		<title>Projeto-piloto dos CRI de Saúde Mental abre caminho à expansão</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/projeto-piloto-dos-cri-de-saude-mental-abre-caminho-a-expansao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 09:24:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A diretora do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental e Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) da ULS Oeste, Patrícia Frade, considera positiva a experiência do modelo CRI, apesar das limitações iniciais impostas por um enquadramento legislativo mais orientado para especialidades cirúrgicas. Garante que o Serviço conseguiu desenvolver atividade adicional e adaptar-se ao modelo. Veja a [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/projeto-piloto-dos-cri-de-saude-mental-abre-caminho-a-expansao/">Projeto-piloto dos CRI de Saúde Mental abre caminho à expansão</a> aparece primeiro em <a href="https://mypsiquiatria.pt">My Psiquiatria</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A diretora do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental e Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) da ULS Oeste, <strong>Patrícia Frade</strong>, considera positiva a experiência do modelo CRI, apesar das limitações iniciais impostas por um enquadramento legislativo mais orientado para especialidades cirúrgicas. Garante que o Serviço conseguiu desenvolver atividade adicional e adaptar-se ao modelo. Veja a entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="PATRÍCIA FRADE_1" src="https://player.vimeo.com/video/1204570349?h=f3423f4be9&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">No seu entender, a publicação do Decreto-Lei de fevereiro de 2024, que formalizou a criação de 15 CRI de Saúde Mental em regime de projeto-piloto, representou um avanço importante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A médica espera que a iniciativa seja alargada a outros serviços de Psiquiatria do país, mantendo indicadores específicos para a área da saúde mental. Na sua perspetiva, objetivos e métricas ajustados à realidade da especialidade permitem uma avaliação mais adequada do desempenho e potenciam os incentivos associados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Patrícia Frade sublinha ainda que estes mecanismos podem contribuir para aumentar a motivação dos profissionais e ajudar a fixá-los no Serviço Nacional de Saúde, numa altura em que a saída de recursos humanos continua a ser um desafio.</p>
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		<item>
		<title>Intervenção precoce na psicose celebra uma década de crescimento</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/intervencao-precoce-na-psicose-celebra-uma-decada-de-crescimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 09:22:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“São 10 anos de partilha, formação e colaboração entre profissionais que trabalham na intervenção precoce na psicose”, salienta Miguel Bajouco, presidente da Secção de Intervenção Precoce na Psicose da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), no âmbito do 11.º Encontro Nacional de Intervenção Precoce na Psicose. Para o médico, a edição deste ano [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">“São 10 anos de partilha, formação e colaboração entre profissionais que trabalham na intervenção precoce na psicose”, salienta <strong>Miguel Bajouco</strong>, presidente da Secção de Intervenção Precoce na Psicose da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), no âmbito do 11.º Encontro Nacional de Intervenção Precoce na Psicose. Para o médico, a edição deste ano assumiu um significado particular por assinalar os 10 anos da estrutura dedicada a esta área. Veja a entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="MIGUEL BAJOUCO" src="https://player.vimeo.com/video/1204563780?h=e502441112&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">O programa científico integrou temas diversificados, desde a psicopatologia e a patologia dual à adesão terapêutica e ao impacto das novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial. Segundo Miguel Bajouco, o propósito foi refletir os interesses e desafios atuais da área, proporcionando um espaço de atualização científica e de reforço das redes de colaboração entre profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A intervenção precoce na psicose procura atuar nas fases iniciais dos processos psicóticos, permitindo alterar a evolução de situações potencialmente mais incapacitantes. Na perspetiva do presidente desta Secção da SPPSM, o interesse crescente dos profissionais confirma a importância desta abordagem. Como exemplo, destacou a participação de cerca de 260 inscritos e a submissão de aproximadamente 160 trabalhos científicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Miguel Bajouco acredita que o encontro continuará a crescer nos próximos anos, mantendo a estratégia de descentralização. A próxima edição deverá realizar-se novamente fora dos grandes centros urbanos, promovendo a proximidade com equipas que desenvolvem trabalho nesta área em regiões com menos recursos, mas cujo contributo considera fundamental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O 11.º Encontro Nacional de Intervenção Precoce na Psicose decorreu nos dias 21 e 22 de maio, nas Caldas da Rainha.</p>
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		<item>
		<title>Antipsicóticos de longa duração: O pilar da adesão na comorbilidade com substâncias</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/antipsicoticos-de-longa-duracao-o-pilar-da-adesao-na-comorbilidade-com-substancias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 14:16:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A articulação entre os cuidados de saúde mental e o tratamento de dependências continua a ser um dos desafios mais complexos no acompanhamento comunitário em saúde mental. Em entrevista à News Farma, Hugo Almeida, psiquiatra do Hospital de Magalhães Lemos (ULS Santo António), sublinha o impacto da comorbilidade entre psicose e consumo de substâncias, um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A articulação entre os cuidados de saúde mental e o tratamento de dependências continua a ser um dos desafios mais complexos no acompanhamento comunitário em saúde mental. Em entrevista à News Farma, <strong>Hugo Almeida</strong>, psiquiatra do Hospital de Magalhães Lemos (ULS Santo António), sublinha o impacto da comorbilidade entre psicose e consumo de substâncias, um fenómeno que afeta até 50% destes doentes ao longo da vida. Assista às declarações.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="HUGO ALMEIDA" src="https://player.vimeo.com/video/1171802953?dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">O médico aponta uma falha estrutural na organização dos cuidados em Portugal: a separação administrativa e clínica entre a Psiquiatria e as unidades de tratamento de dependências. Esta dicotomia cria, na sua opinião, um hiato assistencial onde os doentes mais complexos perdem o rasto clínico. No contexto do acompanhamento em ambulatório e equipas comunitárias, a estabilização destes casos exige uma estratégia farmacológica robusta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hugo Almeida destaca o papel determinante dos antipsicóticos de longa duração como ferramenta essencial para garantir a adesão terapêutica e travar a degradação da funcionalidade e o aumento da mortalidade precoce associada a estas patologias de base.</p>
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		<item>
		<title>Quando a preocupação estética é sinal de doença mental</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/quando-a-preocupacao-estetica-e-sinal-de-doenca-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 13:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A distinção entre preocupação estética normativa e manifestação de doença mental exige avaliação clínica cuidadosa e contextualizada. Segundo Catarina Cotta, psiquiatra da ULS Estuário do Tejo, a identificação de descontinuidades no funcionamento habitual do doente constitui um dos primeiros sinais de alerta, a par da presença de comportamentos persistentes e intensos. Veja a entrevista. Nas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A distinção entre preocupação estética normativa e manifestação de doença mental exige avaliação clínica cuidadosa e contextualizada. Segundo <strong>Catarina Cotta</strong>, psiquiatra da ULS Estuário do Tejo, a identificação de descontinuidades no funcionamento habitual do doente constitui um dos primeiros sinais de alerta, a par da presença de comportamentos persistentes e intensos. Veja a entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="CATARINA COTTA" src="https://player.vimeo.com/video/1184059184?h=bc303e2623&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Nas situações não patológicas, a preocupação tende a ser circunscrita e proporcional. Já em contexto de doença mental, o foco pode tornar-se difuso, rígido e central na identidade do indivíduo. A incompreensão dos limites das intervenções estéticas, bem como comportamentos repetitivos de camuflagem, surgem com maior intensidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na perturbação dismórfica corporal, os doentes podem dedicar entre três a oito horas diárias à preocupação com defeitos percebidos. Perante sinais de atipia ou sofrimento significativo, é recomendada a referenciação para Psiquiatria. Em quadros ligeiros e sem critérios de patologia, a abordagem poderá passar por especialidades como Dermatologia ou Medicina Estética, desde que não exista agravamento clínico.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Psiquiatria reforça diálogo com outras ciências</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/psiquiatria-reforca-dialogo-com-outras-ciencias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 14:08:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A transdisciplinaridade assume, atualmente, um papel determinante na evolução da Psiquiatria. A convicção foi defendida pelo presidente da mesa da assembleia geral da Associação Portuguesa de Adictologia, Luiz Gamito, que sublinha a importância da interação real entre diferentes áreas do conhecimento para produzir novos saberes. Assista à entrevista. Segundo o psiquiatra, importa distinguir a transdisciplinaridade [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/psiquiatria-reforca-dialogo-com-outras-ciencias/">Psiquiatria reforça diálogo com outras ciências</a> aparece primeiro em <a href="https://mypsiquiatria.pt">My Psiquiatria</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A transdisciplinaridade assume, atualmente, um papel determinante na evolução da Psiquiatria. A convicção foi defendida pelo presidente da mesa da assembleia geral da Associação Portuguesa de Adictologia, <strong>Luiz Gamito</strong>, que sublinha a importância da interação real entre diferentes áreas do conhecimento para produzir novos saberes. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="LUIS GAMITO" src="https://player.vimeo.com/video/1172138066?dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o psiquiatra, importa distinguir a transdisciplinaridade da simples multidisciplinaridade. Enquanto esta última coloca disciplinas a trabalhar em paralelo, a primeira promove uma verdadeira interseção entre campos científicos distintos, capaz de gerar conhecimento mais robusto. Na sua perspetiva, a própria Psiquiatria nasceu marcada por esta lógica, recordando a tradição da neuropsiquiatria, que integrava saberes da neurologia e das ciências do sistema nervoso central.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, essa aproximação volta a ganhar relevância, tanto dentro da própria Psiquiatria como na relação com outras áreas médicas e tecnológicas. As ciências da comunicação, a engenharia e as tecnologias de informação surgem, neste contexto, como aliados relevantes para melhorar a investigação, a prática clínica e a comunicação interpessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Luiz Gamito destaca também a necessidade de distinguir entre doença psiquiátrica e reações humanas que não configuram patologia, mas que exigem compreensão científica, seja no plano comportamental, afetivo ou cognitivo. Defende ainda que a Psiquiatria deve acompanhar a evolução global da ciência, incluindo os avanços na genética e na intervenção ao nível celular, áreas que poderão influenciar de forma crescente a compreensão das doenças psiquiátricas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta entrevista foi realizada durante as Jornadas da Associação Portuguesa de Adictologia, que decorreram nos dias 26 e 27 de fevereiro, em Évora.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Psiquiatria exige rede e recursos para responder aos doentes</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/psiquiatria-exige-rede-e-recursos-para-responder-aos-doentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 10:38:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A recuperação em saúde mental exige uma abordagem integrada que ultrapassa o tratamento do sintoma e envolve várias áreas profissionais. A ideia foi realçada pela psiquiatra da ULS Alentejo Central Sofia Charro, ao defender a importância de equipas multidisciplinares na resposta às doenças mentais graves e às adições. Veja a entrevista à News Farma. Segundo [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/psiquiatria-exige-rede-e-recursos-para-responder-aos-doentes/">Psiquiatria exige rede e recursos para responder aos doentes</a> aparece primeiro em <a href="https://mypsiquiatria.pt">My Psiquiatria</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A recuperação em saúde mental exige uma abordagem integrada que ultrapassa o tratamento do sintoma e envolve várias áreas profissionais. A ideia foi realçada pela psiquiatra da ULS Alentejo Central <strong>Sofia Charro</strong>, ao defender a importância de equipas multidisciplinares na resposta às doenças mentais graves e às adições. Veja a entrevista à News Farma.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="SOFIA CHARRO" src="https://player.vimeo.com/video/1172187207?dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a médica, o tratamento não pode limitar-se ao controlo do sintoma psicótico. Mesmo após a remissão clínica, muitos doentes continuam com dificuldades na funcionalidade quotidiana, desde a realização das atividades de vida diária até à reintegração profissional. Nesse contexto, entram em ação outras áreas, como a terapia ocupacional, a psicologia e o serviço social, fundamentais para apoiar a recuperação global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Uma pessoa é mais do que um sintoma psicótico”, salientou a psiquiatra, acrescentando que a articulação entre diferentes disciplinas permite construir uma resposta mais completa e centrada no doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do avanço do modelo de psiquiatria comunitária e da organização em setores territoriais, alertou para limitações significativas. As equipas encontram-se frequentemente incompletas e persistem carências de recursos humanos, estruturais e de rede.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Alentejo, a dispersão geográfica constitui um desafio adicional, diz. Em algumas zonas isoladas, a distância e a falta de acessibilidade dificultam o contacto dos doentes com os serviços, mesmo com a realização de visitas domiciliárias. Para Sofia Charro, a consolidação de uma rede comunitária eficaz permanece essencial para melhorar os resultados em saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta entrevista foi realizada durante as Jornadas da Associação Portuguesa de Adictologia, que decorreram a 26 e 27 de fevereiro, em Évora.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/psiquiatria-exige-rede-e-recursos-para-responder-aos-doentes/">Psiquiatria exige rede e recursos para responder aos doentes</a> aparece primeiro em <a href="https://mypsiquiatria.pt">My Psiquiatria</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Associação Portuguesa de Adictologia prioriza formação científica e abordagem sistémica</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/associacao-portuguesa-de-adictologia-prioriza-formacao-cientifica-e-abordagem-sistemica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 11:12:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A nova direção da Associação Portuguesa de Adictologia (APA), liderada por Emídio Abrantes, define a formação contínua e a evidência científica como os pilares do próximo triénio. Em declarações à News Farma, sublinha a necessidade de capacitar a &#8220;multiplicidade de profissionais&#8221;, de médicos a educadores, para lidar com a complexidade das adições. Veja a entrevista. [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/associacao-portuguesa-de-adictologia-prioriza-formacao-cientifica-e-abordagem-sistemica/">Associação Portuguesa de Adictologia prioriza formação científica e abordagem sistémica</a> aparece primeiro em <a href="https://mypsiquiatria.pt">My Psiquiatria</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A nova direção da Associação Portuguesa de Adictologia (APA), liderada por <strong>Emídio Abrantes</strong>, define a formação contínua e a evidência científica como os pilares do próximo triénio. Em declarações à News Farma, sublinha a necessidade de capacitar a &#8220;multiplicidade de profissionais&#8221;, de médicos a educadores, para lidar com a complexidade das adições. Veja a entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Emídio Abrantes" src="https://player.vimeo.com/video/1171072936?dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para Emídio Abrantes, a patologia aditiva, pela sua natureza multifatorial, exige uma transição do modelo biomédico tradicional para uma abordagem sistémica. Enfatiza que a eficácia clínica não depende apenas da compreensão da doença <em>per se</em>, mas da análise rigorosa do &#8220;território&#8221; e do sistema onde o doente se insere. &#8220;É compreender também o sítio, o local onde ele vive&#8221;, afirma, sublinhando que o contexto socioespacial é determinante na dignidade e na qualidade de vida do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grande desafio ético lançado para este mandato prende-se com a autonomia do doente face às normas de conduta. O novo presidente da APA levanta questões sobre a &#8220;liberdade de uso&#8221; e a capacidade de autodeterminação, instando os profissionais a discernir se as escolhas do paciente são genuínas e como a prática clínica pode apoiar essas decisões sem descurar o bem-estar familiar e social.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/associacao-portuguesa-de-adictologia-prioriza-formacao-cientifica-e-abordagem-sistemica/">Associação Portuguesa de Adictologia prioriza formação científica e abordagem sistémica</a> aparece primeiro em <a href="https://mypsiquiatria.pt">My Psiquiatria</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>SPPSM: triénio de inovação estratégica e combate ao estigma na Psiquiatria</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/sppsm-trienio-de-inovacao-estrategica-e-combate-ao-estigma-na-psiquiatria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 08:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No final de três anos à frente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), o presidente cessante João Bessa faz um balanço marcado pela coesão interna e por uma aposta clara na inovação estratégica. Em entrevista, sublinha o reforço da missão científica da Sociedade, mas também o seu papel junto da comunidade, nomeadamente [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">No final de três anos à frente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), o presidente cessante <strong>João Bessa</strong> faz um balanço marcado pela coesão interna e por uma aposta clara na inovação estratégica. Em entrevista, sublinha o reforço da missão científica da Sociedade, mas também o seu papel junto da comunidade, nomeadamente no combate ao estigma associado à doença mental. Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="JOÃO BESSA" src="https://player.vimeo.com/video/1175476709?h=68b3d7ad67&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Ao longo do mandato, a direção procurou dinamizar a atividade científica, alargar parcerias e introduzir mudanças estruturais, como a abertura do Congresso Nacional de Psiquiatria à participação mais ampla da comunidade clínica. “Houve uma capacidade real de mobilização, desde internos a especialistas mais experientes”, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É na inovação terapêutica que identifica, porém, um dos maiores desafios. Apesar da evolução da psicofarmacologia e da emergência de novas abordagens, como as psicoterapias de nova geração, entende que Portugal continua atrasado no acesso a tratamentos inovadores. Alerta que há barreiras regulamentares e na comparticipação que atrasam a chegada destas soluções, sobretudo em áreas como a depressão resistente ou a doença bipolar. “A comparticipação e a disponibilização destas novas ferramentas demorou muito mais tempo do que no resto da Europa”, nota.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para responder a este cenário, foram lançadas iniciativas como um grupo de trabalho multidisciplinar sobre substâncias psicadélicas, envolvendo várias entidades do setor, e o desenvolvimento de uma rede nacional de investigação para reforçar a participação portuguesa em ensaios clínicos. “O número de doentes recrutados para ensaios clínicos é muito pobre”, comenta, realçando a necessidade de atrair mais estudos para Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim do triénio, deixa uma mensagem de continuidade e renovação: agradece o envolvimento da comunidade da Psiquiatria e confia na nova direção, presidida por Luís Madeira, para dar seguimento a um plano estratégico que considera essencial. “A Psiquiatria não pode ser deixada para trás, porque é essencial no bem-estar da nossa população”, conclui.</p>
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		<title>Integração de cuidados reforça resposta em saúde mental no Alentejo Central</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/integracao-de-cuidados-reforca-resposta-em-saude-mental-no-alentejo-central/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 15:22:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[adictologia]]></category>
		<category><![CDATA[jornadas de adictologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A criação da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, em janeiro de 2024, trouxe novas possibilidades de articulação entre níveis de cuidados na área da saúde mental. Vera Leal Pessoa, responsável do Departamento de Saúde Pública desta ULS, destaca como principal mais-valia a integração entre cuidados de saúde primários, nomeadamente Medicina Geral e Familiar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A criação da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, em janeiro de 2024, trouxe novas possibilidades de articulação entre níveis de cuidados na área da saúde mental. <strong>Vera Leal Pessoa</strong>, responsável do Departamento de Saúde Pública desta ULS, destaca como principal mais-valia a integração entre cuidados de saúde primários, nomeadamente Medicina Geral e Familiar e Saúde Pública, e os cuidados hospitalares de Psiquiatria.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="VERA LEAL PESSOA" src="https://player.vimeo.com/video/1171099969?dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ainda não existirem reuniões transdisciplinares regulares para análise de casos complexos, os contactos informais entre equipas têm permitido discutir situações clínicas e procurar soluções conjuntas, ajustadas às necessidades dos doentes, das famílias e da comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta entrevista foi realizada à margem das Jornadas da Associação Portuguesa de Adictologia, que ocorreram a 26 e 27 de fevereiro, em Évora.</p>
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		<title>Sociedade Mundial do Sono atribui prémio a projeto português de literacia em saúde</title>
		<link>https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/sociedade-mundial-do-sono-atribui-premio-a-projeto-portugues-de-literacia-em-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 11:31:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A&#160;World Sleep Society&#160;acaba de anunciar a lista de iniciativas de literacia em saúde premiadas em 2025 pelas atividades realizadas no âmbito do Dia Mundial do Sono. Um projeto português, liderado por&#160;Susana Sousa, denominado “Um Sono de Mulher” foi reconhecido com um dos principais prémios deste concurso. Leia a entrevista que dá a conhecer os próximos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;<em>World Sleep Society</em>&nbsp;acaba de anunciar a lista de iniciativas de literacia em saúde premiadas em 2025 pelas atividades realizadas no âmbito do Dia Mundial do Sono. Um projeto português, liderado por&nbsp;<strong>Susana Sousa</strong>, denominado “Um Sono de Mulher” foi reconhecido com um dos principais prémios deste concurso. Leia a entrevista que dá a conhecer os próximos passos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) I Como recebeu a notícia de que o projeto tinha sido distinguido pela World Sleep Society (WSS)?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Susana Sousa (SS) I</strong>&nbsp;A WSS promove anualmente o Dia Mundial do Sono e convida todos os países a desenvolver iniciativas para a promoção de uma boa saúde do sono, atribuindo prémios às atividades que mais se distinguem. Recebemos com grande satisfação e orgulho a notícia de que o nosso projeto tinha sido premiado, pouco antes do Congresso Mundial do Sono, onde os diferentes prémios serão entregues numa cerimónia especial. É uma honra para este projeto poder representar Portugal em Singapura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I O que significa para a equipa receber o prémio Libório Parrino, um reconhecimento internacional tão relevante?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SS I</strong>&nbsp;Este prémio distingue iniciativas dedicadas à promoção do sono e ao aumento da consciencialização para as doenças do sono, valorizando a criatividade e a inovação. Desde o início, o projeto “Um Sono de Mulher” procura sensibilizar para a importância do sono na saúde da mulher através da arte — primeiro pela literatura e, mais recentemente, pela fotografia. Este reconhecimento confirma que estamos no caminho certo e reforça a ideia de que a arte pode ser um instrumento poderoso de educação e formação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I De que forma este prémio pode contribuir para dar mais visibilidade ao projeto e ao tema do sono, em particular na mulher?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SS I</strong>&nbsp;Este prémio reconhece as melhores iniciativas de literacia em saúde desenvolvidas no âmbito do Dia Mundial do Sono, ao qual concorreram 500 projetos de 79 países. Receber esta distinção e poder apresentá-la a nível mundial permite alcançar um maior número de pessoas, sensibilizando para a importância do sono e para o subdiagnóstico das suas patologias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I O projeto “Um Sono de Mulher” foi criado há quatro anos. Como tem evoluído desde então?&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SS I</strong>&nbsp;O projeto é composto por uma médica pneumologista dedicada à Medicina do Sono, uma jornalista de saúde e duas profissionais ligadas ao tratamento de doenças respiratórias do sono. Tem como objetivo criar um movimento de sensibilização e desmistificação sobre questões relacionadas com o sono da mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2021, assinalamos o Dia Internacional da Mulher com iniciativas que promovem o debate sobre o tema, com o propósito de aumentar o diagnóstico precoce dos distúrbios do sono nas mulheres, desconstruir mitos e receios em relação ao tratamento e promover um sono saudável numa perspetiva mais global. Ao longo destes anos, acreditamos ter conseguido transmitir uma mensagem importante também aos profissionais de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, decidimos chegar à população de uma forma diferente para promover a literacia em saúde: através da literatura. Nesse contexto, nasceu o livro “O Sono Delas”, lançado a 8 de março. A obra reúne uma coletânea de contos — cada um inspirado em casos clínicos reais — escritos por cinco reconhecidas autoras nacionais, que deram voz às mulheres e às suas vivências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mantendo o objetivo de sensibilizar para a importância do sono na saúde da mulher, em 2025 apostámos noutra forma de expressão artística: a fotografia. Convidámos os fotógrafos Sandra Ventura e Tiago Batista a retratar a mulher em diferentes situações que podem impactar o sono. O projeto resultou em 12 fotografias, apresentadas numa exposição inaugurada nas galerias da Assembleia da República, no Dia Mundial do Sono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tem sido um caminho bonito, sempre com o foco no aumento da literacia em saúde — agora reconhecido com este prémio mundial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Porque escolheram a arte e a cultura como instrumentos de literacia em saúde?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SS I</strong>&nbsp;A arte e a cultura foram escolhidas porque tornam a comunicação em saúde mais acessível, envolvente e geradora de empatia. Permitem transmitir mensagens de forma simples, inclusiva e criativa. Em cada conto do livro “O Sono Delas” ou em cada fotografia da exposição, qualquer pessoa pode reconhecer-se em situações do quotidiano — seja a sonolência em momentos inesperados ou o cansaço durante as tarefas laborais. Essa identificação, aliada ao alerta para a necessidade de combater a constante normalização dos sintomas — tão frequente nas patologias do sono — pode ser uma arma poderosa contra o subdiagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I O sono é tema fulcral na saúde da mulher. Quais são, na sua experiência, os principais desafios relacionados com este tema atualmente?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SS I</strong>&nbsp;Entre as várias doenças do sono, preocupa-nos em particular a síndrome de apneia obstrutiva do sono, que apresenta taxas de subdiagnóstico muito elevadas nas mulheres. Estima-se que cerca de um bilião de pessoas, entre os 30 e os 69 anos, possam ter apneia do sono, com uma prevalência de aproximadamente 27,3% nos homens e 22,5% nas mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a apresentação clínica difere entre sexos: nas mulheres observa-se menos sonolência e roncopatia, mas mais insónia, fadiga e sintomas depressivos — fatores que contribuem para o subdiagnóstico. Além disso, as mulheres apresentam maior risco de complicações, nomeadamente doenças cardiovasculares, quando comparadas com os homens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A apneia do sono continua a ser frequentemente vista como uma doença “tipicamente masculina”. Muitos questionários clínicos foram desenhados para a população masculina e grande parte da evidência científica disponível provém de estudos compostos maioritariamente por homens. Essa realidade, aliada à reduzida suspeição diagnóstica por parte dos profissionais de saúde e à normalização dos sintomas pelas próprias mulheres, dificulta o diagnóstico precoce e, consequentemente, o início atempado do tratamento que poderia prevenir complicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I De que forma pensam usar este reconhecimento internacional para alargar o impacto da iniciativa em Portugal?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SS I</strong>&nbsp;Este reconhecimento internacional dá mais força e visibilidade para alargar o impacto da iniciativa em Portugal. Pretendemos usá-lo como um selo de credibilidade que nos permitirá envolver mais parceiros, chegar a diferentes comunidades e reforçar a colaboração com instituições de saúde, associações e meios de comunicação. O objetivo é simples: aumentar&nbsp; literacia em saúde sobre o sono, sensibilizando a população e os profissionais de saúde, promovendo o diagnóstico precoce e contribuindo para reduzir o subdiagnóstico das doenças do sono na mulher.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mypsiquiatria.pt/entrevistas/sociedade-mundial-do-sono-atribui-premio-a-projeto-portugues-de-literacia-em-saude/">Sociedade Mundial do Sono atribui prémio a projeto português de literacia em saúde</a> aparece primeiro em <a href="https://mypsiquiatria.pt">My Psiquiatria</a>.</p>
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